5 de mar de 2017

Resenha: Clichê - Carol Dias

Marina Duarte está no vermelho. Dona de dupla graduação nas melhores faculdades públicas do Rio de Janeiro, seu sonho de construir a vida nos States não está funcionando.
Decidiu se mudar para ficar perto da tia, sua única família, mas a crise não está ajudando em nada sua carreira.
Sem saber como pagar as contas do próximo mês, Marina aceita uma vaga de babá na mansão da família Manning. Ela só não podia imaginar que sua vida mudaria completamente, apenas por conhecer duas crianças e um chefe viúvo e gato, maravilhoso, cheiroso e gostoso , que precisa urgentemente de sua ajuda.

Autora: Carol Dias
Editora: Ler Editorial
Classificação: 4 de 5 estrelas
 Ano: 2015
Páginas: 282




Clichê nos apresenta à Killian Manning, um homem que depois que perdeu a sua mulher, Mitchie, que estava grávida do terceiro filho do casal e ele nem chegou a saber o sexo, fechou totalmente seu lado emotivo e vive apenas para o trabalho e seu casal de filhos, Ally e Dorian.

Sara, uma de suas melhores empregadas e faz-tudo, não está dando conta de cuidar da casa e ao mesmo tempo cuidar das crianças, então ambos decidem contratar uma babá. Mas eles não querem apenas uma pessoa para cuidar, querem uma pessoa que possa dar amor e carinho as crianças.

Marina tem duas faculdades, uma de música e outra de letras, porém após se mudar para os Estados Unidos não conseguiu exercer nenhuma das duas funções, o único trabalho que conseguiu foi no Starbucks em Nova York.

Quase sendo expulsa do local onde ela mora, ela recorre a sua tia Norma para ajuda-la a arrumar um trabalho, e a mesma a indicada para essa vaga de babá. Então ela consegue uma entrevista na casa dos Manning.

Logo quando começa a entrevista com Marina, Killian Manning vê que aquela é a garota certa para o cargo, já que ela tem certo engajamento com crianças por ter participado de um programa social em que ela ensinava música para crianças carentes.

Então, Marina finalmente conseguiu um novo emprego, o salário é ótimo, da pra pagar tudo que está devendo. Mas nem tudo são flores, Ally tem quatro anos, e é bem mais dócil do que Dorian, que acha que Marina está ali para roubar o lugar da mãe dele.

Marina terá que ter bastante paciência e pulso firme para tentar “domar” Dorian, pelo menos para aceita-la naquele lugar, já que ela precisa daquele emprego mais que tudo no momento. Ela consegue fazer certa amizade com Dorian a partir da música, quando ela está tocando para Ally, o menino vê e se interessa, então passa a ter aulas de violão com Marina, que está extremamente feliz por estar fazendo um progresso com as crianças.

Apesar de o seu chefe ser lindo, maravilhoso e rico, Marina não quer entrar em mais um daqueles clichês de se apaixonar pelo chefe. Ela prefere ficar na dela, mesmo que tenha uma recaída pelo homem (quem não teria?).

Marina terá que fazer uma grande caminhada para ajudar não só as crianças, mas também à seu chefe a superar aquela perda recente, e ela está extremamente disposta a fazer isso dar certo.

Clichê é aquele livro que você começa a ler já sabendo o que acontecerá no final. A narrativa da autora é leve, doce e fluída, e faz o leitor viajar em suas páginas, querendo cada vez mais da história e da leitura.

Gostei bastante de acompanhar o processo de superação das crianças e de  Killian, gostei bastante da família Manning, tirando a mãe de Killian que é uma megera que está sempre insultando Marina. Mas aquele que eu mais gostei e que, para mim, aparece poucas vezes foi Carter Manning (ou Mimado Manning), irmão mais novo de Killian. Sério, meu shipp foi forte entre ele e a Marina, tive um mínimo de esperança que algo pudesse acontecer entre os dois. Mas Marina acabou pegando ele dentro do escritório de seu chefe transando com uma empregada da casa. Não é uma cena muito linda de se ver, mas dá um desconto, Marininha, hahaha.

Mais que a metade do livro se passa na casa dos Manning, então não temos nada muito detalhado, mas pela casa ser grande, vamos conhecendo alguns cômodos que farão diferença ao decorrer da leitura. A narrativa da autora não é extremamente detalhada, mas da pra ter uma noção de como é o lugar.

Desde quando comecei a leitura eu sabia que ia gostar do livro da Marina, peguei ele para realizar a leitura na hora certa, estava precisando de um romance doce e leve. Quero muito ler outras obras da autora e acompanhar mais o desenvolvimento e amadurecimento de sua escrita, a Carol tem um potencial e dom enorme.

A capa está linda, principalmente nessa parte da Estátua da Liberdade, adorei esse tom de rosa e preto. A diagramação, como sempre, a Ler Editorial arrasou. Encontrei alguns errinhos de revisão, mas nada que atrapalhe a leitura.

Esta aqui a dica de uma leitura para quem está procurando um livro leve e doce, com uma narrativa super fluida. 

11 comentários:

  1. Olá, eu já li esse livro <3 . Ele é realmente um romance leve e fofo, gostei bastante dele. E essa capa super combina com a história. Gostei da sua resenha. Sério que você shippou o Carter com a Marina?!!

    petalasdeliberdade.blogspot.com

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  2. Olá, tudo bem?
    Esse livro parecer ser bem gostoso de ler, dica anotada!
    Amei a sua resenha, ficou bem rica em detalhes sobre a obra.
    Um beijo.

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  3. Olá! Eu acho essa capa bem fofa. Gostei da história e do título também. Fiquei curiosa para conhecer a família e as crianças, principalmente ver a relação das crianças com a Marina. Beijos!

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  4. Eu vejo essa capa e a sinopse circulando pelas redes sociais e sempre fico com vontade de ler. Primeiro porque a capa é linda e segundo, porque é clichê (literalmente).
    Ah e achei sua resenha um máximo, me deixou ainda mais com vontade de ler <3

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  5. Olá!
    Parece mesmo pelo que li ser ótimo pra dar uma aliviada, uma relaxada depois de ler outros livros com uma pegada pesada. Faz um tempinho que não leio nada assim, taí uma boa dica!

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  6. Esses romances doces e leves são sempre uma ótima pedida, afinal nos permitem nos recuperar e ao mesmo tempo nos preparar para leituras mais pesadas. Adorei a música ajudá-la na aproximação com as crianças, dica anotada, deve ser um história bem gostosa de ler.

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  7. O Ana, tudo bem??
    Adorei a sua resenha viu. Eu sempre vejo esta capa e sempre tive curiosidade de ler o livro, vendo a agora a sua opinião sobre sua leitura é bem algo que eu imaginei viu... eu gosto muito de clichês e esse sob o título parece ser um dos bons adorei... linda resenha. Xero!!!

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  8. Conheci a autora em um evento literário que organizei ano passado. Achei super estranho um livro já se apresentar como Clichê, mas não é que deu certo? A história, apesar de comum/clichê, é bacana e super despretensiosa. A autora é um amor de pessoa! Recomendo tb!

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  9. Olá!

    Já conhecia o livro de outros blogs, mas sua resenha me aguçou mais ainda a vontade de ler! É bem verdade que não estou na vibe pra ler livros leves, mas com certeza essa é uma ótima pedida pra quem quer sair da ressaca literária!

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  10. Ola
    Acho essa capa muito bonita, mas não consigo, infelizmente, me sentir atraída pela história. Juro que acho bem legal ela ser leve e fofa e nem tudo serem flores, mas é algo que, sei lá, parece precisar de algo a mais para chamar minha atenção.
    De toda forma, sua resenha está incrível.
    Beijos

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  11. Olá Ana!
    A premissa desse livro me lembra muito um filme que eu amava assistir! Super fofo o livro me parece ser aquele clichê bem gostoso e eu sou bem suspeita porque amo um clichê kkkkkkk dica mega anotada.

    Beijokas

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