12 de jan. de 2020

Resenha: A Caça - M. A. Bennett

O ano letivo começou e Greer ­MacDonald está se esforçando ao máximo para se adaptar ao colégio interno onde ela entrou como bolsista. O problema é que a STAGS, além de ser a escola mais antiga e tradicional da Inglaterra, é repleta de alunos ricos e privilegiados – tudo o que Greer não é.
Para sua grande surpresa, um dia Greer recebe um cartão misterioso com apenas três palavras: “caça tiro pesca”. Trata-se de um convite para passar o feriado na propriedade de Henry de Warlencourt, o garoto mais bonito e popular do colégio... e líder dos medievais, o grupo de alunos que dita as regras.
Greer se junta ao clã de Henry e a outros colegas escolhidos para o evento, mas esse conto de fadas não vai terminar da maneira que ela imagina. À medida que os três esportes se tornam mais sombrios e estranhos, Greer se dá conta de que os predadores estão à espreita... e eles querem sangue.
Que a caçada comece!


Autor: M. A. Bennett
Editora: Arqueiro
Classificação: 3,5 de 5 estrelas
Ano: 2019
Páginas: 240



Greer MacDonald ganhou uma bolsa para estudar na STAGS, uma escola antiga e com costumes tradicionais. Desde que ingressou na escola, ela não fez amigos, já que aquela era uma escola para pessoas com uma classe social mais avantajada.

Naquela escola nós temos o grupo dos medievais, eles são populares na escola, são como se fossem os monitores. Três meninas e três meninos, o líder deles chama-se Henry.

Assim como a escola, os medievais repudiam qualquer tipo de tecnologia, nada de celulares, TV's, computadores ou qualquer outra coisa do tipo. Eles realmente vivem como se estivessem na era medieval, fora que a própria estrutura do colégio em si é super antiga.

Geralmente em um feriado é feito o famoso "caça, tiro e pesca", na propriedade dos Warlencourts. Os escolhidos passam um final de semana se divertindo com os medievais, além de ter a chance de se tornarem um deles.

Para a surpresa de Greer, ela é uma das três escolhidas para passar o final de semana com eles, juntamente com Chanel e Shafeen, duas outras pessoas da escola que são excluídas e alvo das zombarias dos medievais.

Eles partem para o local em que todos tem o sonho de serem convidados. Os medievais agora agem como se fossem íntimos dos escolhidos, mas algo começa a dar errado. Nesse final de semana que deveria ser o melhor de suas vidas, eles irão descobrir quem realmente são os Medievais.

No começo do livro nós já sabemos que os três cometeram um assassinato, e é esse o mistério que fica durante o livro todo, quem e o por quê.

Quando eu fiquei sabendo do lançamento desse livro, eu fiquei bem atônita, a sinopse revelava uma história incrível, bem no estilo que eu gosto. Mas aí começaram a surgir as resenhas e mais de 50% das que eu li eram negativas, o que quase me fizeram desistir do livro, mas persisti e acabei por realizar a leitura dele. Com as expectativas mínimas, em um todo o livro não foi uma leitura ruim.

Eu acho que o autor pecou em já revelar no primeiro capítulo que Greer, Shafeen e Chanel eram os culpados pelo assassinato. Se ele tivesse omitido essa revelação, a leitura certamente seria mais emocionante do que já é.

Eu tenho que revelar que em nenhum momento eu me senti entediada com o livro, mesmo que o autor tenha feito essa revelação. Pelo contrário, foi uma leitura que a cada passar de página, eu ficava mais curiosa ainda pelo que iria acontecer, a narrativa do autor envolve completamente o leitor, nos deixando na expectativa do que estar por vir.

Eu não consegui me sentir próxima dos medievais, eles com seu jeito frio e calculista, além de todos eles serem donos de uma beleza estonteante, principalmente Henry, que cismava em permanecer nos pensamentos de Greer. 

Shafeen foi um personagem que eu gostei bastante, aquele com quem eu mais me identifiquei. Ele é do estilo que não leva rancor para casa e fala tudo o que tem que falar, não saindo por baixo nenhuma vez, a não ser que seja para proteger alguém que ele gosta. Por vezes me vi torcendo para acontecer um romance entre ele e Greer, mesmo que esse não tenha sido o foco do livro.

No final claramente podemos ver que mesmo com muito esforço, os bonzinhos ainda continuam com problemas, eu até pensei que iria terminar ali. Na verdade, eu gostei do final. Única coisa que eu não gostei nele é que deveriam ter feito a divulgação e não guardarem ela para si, foi a única coisa que não me agradou. 

Eu não achei que seria necessário, mas mesmo assim o autor lançou uma sequência do livro, ainda não sei muito a respeito, porém o lançamento foi feito ano passado nos EUA, espero que não demore muito para ele ser publicado aqui.

Em suma, A Caça é um livro que pode tanto lhe agradar, quanto fazer você achar que perdeu seu tempo, depende muito do quanto de expectativa você coloca na leitura. Eu não fui com sede ao pote e acabou por ser uma leitura interessante.

Os direitos de adaptação do livro já foram comprados, tenho certeza que em boas mãos a história pode fazer muito sucesso nos cinemas.



Um comentário:

  1. Adorei a sinceridade e os pontos que ressaltou... a história me deixou bem interessada.
    Vou pegar para ler.

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